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  • Natália Cangussu

O luto de um relacionamento

Um término de relacionamento é um luto, é uma perda.
Para alguns é uma libertação! É uma transição da dor para o prazer e liberdade de volta, mas para outros é uma imensa dor.
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Um óbito tem um marco definitivo de fim: o corpo ali no caixão. Isso dá a garantia da ausência eterna, a certeza de que dali não há nada mais do que esperar. Mas um término é um luto de um corpo vivo, é um luto de algo que pode continuar pairando sobre nossas cabeças.

É estar em luto e ver do defunto na padaria, em fotos, festas, encontrando-se com o filho que têm em comum... e ver esse defunto vivo toda vez, enquanto se está passando por um luto, é rememorar a dor, é vê-lo e sentir dor.

Pode ainda trazer uma esperança traiçoeira, uma esperança de retorno, de que ele vai voltar, vai mudar, afinal, ele está vivo..


É difícil velar um relacionamento quando o defunto não para no caixão.

Dói a incerteza: Será que vamos voltar? Será que tem mais alguma coisa que eu posso fazer? O que ele está fazendo? Porque ele já seguiu em frente?
Dói a saudade dos momentos bons, dos sonhos, das conquistas juntos, de tudo que ainda estava por realizar.
Também dói a revolta, a raiva, as traições, os abandonos, silêncios, desrespeito. É ilusório pensar que só porque era ruim é mais fácil separar. Dói também, em outros lugares, mas dói

E diante de tanta dor eu só tenho uma coisa a te aconselhar: deixe doer para deixar passar.
"Que? deixar doer?" Sim. O luto é um momento que precisa ser vivido, mas não significa que as outras áreas da sua vida precisarão estagnar. Enquanto você se recolhe do que aconteceu, faça aqueles passeios que você queria, assista aquele filme, saia com os amigos, cuide dos outros membros da sua família e desabe. DE-SA-BE: Chore, grite, cante, durma, escreva, desabafe, mas ponha tudo isso pra fora.

Sua reconstrução depende de você! Conte comigo como sua rede de apoio.

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